segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O Amor de Mãe

Algumas mulheres relatam que o momento do nascimento dos filhos é mágico e que assim que veem seus filhos o amor por eles é instantâneo. Comigo não aconteceu assim. Com certeza o momento do nascimento é mágico, indescritível e muito esperado porém os ser que foi gerado em seu útero é um estranho. Você nunca o viu, não sabe como é seu rosto sua personalidade.
Era engraçado olhar aquele bebê e pensar: nossa é meu filho!
Hoje Olivier está com 45 dias, e neste momento eu olho pra ele e digo: como eu amo!
Comigo o amor por ele foi sendo construído dia a dia e aumenta agora, que estou mais calma, mais tranquila, que passou o sufoco das primeiras semanas que no meu caso foram terríveis.
Nas duas primeiras semanas de vida dele não consegui pensar em nada, apenas me lamentava por não saber lidar com um bebê, por pensar que passarei praticamente um ano dentro de casa com ele, por ver o choro dele e ficar desesperada.
Hoje ele é outro bebê, passou um mês e meio mas parece um ano, eu também sou outra Mãe. Hoje consigo parar e adorar, amar, curtir esse alguém que não é mais estranho, agora somos íntimos. Percebo que está cada vez melhor, e que assim seguirá, cada vez mais divertido, com mais amor, com mais curtição. Como diz meu marido Mãe é Mãe e vaca é vaca, hoje sou todos os clichês possíveis e sei o que é O Amor de Mãe.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Primeiras Semanas com o Bebê - O tempo é o melhor remédio

Quando uma mulher fica grávida, quando pensa em ter filhos idealizamos uma realidade,  um dia a dia com bebê.  No meu caso sempre imaginei como seria educar uma criança, no caso sempre imaginei uma criança mesmo, quase nunca um bebê, como seria conversar e conviver com ela.  Por incrível que pareça a gente quando idealiza um filho imagina sempre as melhores coisas, nunca as ruins que acontecem no cotidiano,  também esquece das noites sem dormir, do choro inconsolável da cólica, da necessidade de colo quase que o tempo todo. Por mais que as pessoas tentem nos avisar nos negamos a ouvir e pensa que com a gente vai ser diferente.  Aí o bebê nasce, e ele tem cólica, chora, não sabe se comunicar, é pequeno e você fica exclusivamente as 24 horas do dia em função desta criaturinha tentando entender a atender suas necessidades. Logo na nas duas primeiras semanas você pensa que talvez não estivesse preparada para aquilo e o desespero toma conta da nova mamãe. Você se vê Exausta e sem saber o que fazer com o choro do bebê, o sono que lhe atormenta pelas noites sem dormir, a amamentação que parece que nunca vai dar certo. É aí que vem então a fase do Baby Blues, uma tristeza que assola muitas mamães nas primeiras semanas com o bebê,  um sentimento de incapacidade, de arrependimento, questionamento, será que eu deveria mesmo ter tido um filho? Eu sou péssima como Mãe!
Aí o tempo passa, os hormônios que bagunçavam o humor da Mamãe começam a desaparecer, o bebê chora menos, dorme mais a noite e o amor pelo bebê só aumenta. É  claro que para a mamãe os dias parecem não passar e a sensação de que você nunca mais terá tempo pra si mesma ainda existe, mas tudo passa, a esperança da nova mamãe em ter um dia a dia agradável e gostoso com seu filho,  de dormir uma noite inteira sem interrupções permanece e a faz ter forças e pensar que cada dia é um dia, e um atrás do outro a fará crescer, se tranquilizar e amar ser MÃE!