terça-feira, 17 de maio de 2016

A cura através do sorriso

Meu filho hoje tem 4 meses e 2 semanas. Eu jurava que a esta altura do campeonato ele estaria dormindo quase a noite inteira. Afinal muitas mães m relataram que aos 3 meses seu filho dormia super bem, a noite inteira já aos 3 meses, que aos 3 meses tudo se ajeitava.
Doce ilusão. Da forma como estamos andando com o sono se ele dormir até 1 ano eu serei feliz.
Esta noite não foi das piores, ele dorme, mas acorda muitas vezes e só volta a dormir com minha intervenção, com um carinho ou com a chupeta, preciso levantar a cada despertar. Tudo bem porque ainda não voltei a trabalhar então vou dormir cedo unto com ele e somando as horas picadas de sono chego a somar umas 7h ou 8h por noite, o duro é sair de baixo das cobertas no frio e acordar quase de hora em hora com o despertar as 6h da manhã sem atrasos ou falhas.
Então você levanta exatamente as 6:10, e dá de mamá...ele se agarra em você, por vezes para de mamar, te olha e sorri. Neste exato momento esqueço tudo de ruim que há nessa vida, e a alegria do sorrido dele me cura de todos os males 

A sua vida de volta.

Quando nasce um bebê tudo muda. A sensação que se tem é que sua vida é engolida por fraldas, pomadas e choros. Você entra em desespero e pensa: o que será que fui fazer? Porque eu inventei isso? Quando vou ter a minha vida de volta?
Passam-se os dias, as semanas, os meses, as cólicas somem, o choro é bem menor, agora ele até já ri pra você, solta uns gritinhos e te acaricia. O sentimento de desespero vai embora, o medo de não dar conta do recado praticamente some, você começa a sentir alegria e a sorrir novamente.
E sua antiga vida? Nunca mais irá voltar. Agora você tem uma nova, diferente, e você vai se adaptar. Fará tudo o que fazia antes, mas em outros horários, de outras formas ou um pouco de cada vez. Você novamente tem a sensação de ter sua vida de volta, mas completamente transformada, renovada e enfeitada de bichinhos e sons de monossilábicos que te encantam. 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Vacina na alma!

Hoje meu filho tomou a vacina dos 4 meses. Ô danada...foi pior que a de 2 meses. Pela primeira vez eu chorei ao ver o desespero de dor nos olhos do meu filho, nem as cólicas dos primeiros dias foram tão intensas no olhar dele, me cortou o coração.
Nas últimas semanas, e principalmente nos últimos dias nós estamos numa rotina super bem definida e segura, Olivier dorme, mama, brinca, eu dou banho sozinha, organizo a casa, o dia a dia e nem me importo mais de acordar as 6h da manhã todo dia com ele.
O que mais me assombra na maternidade é a insegurança e o estado em que ela me coloca por dentro, o estado de alerta o tempo todo, de que tenho algo pra fazer, o não relaxar nunca como antes, o pavor de voltar ao trabalho e morrer de cansaço  depois e não cuidar do bebê direito.
Durante alguns dias essa insegurança havia se escondido, estava no banco de reserva. Hoje ela voltou! A vacina de 4 meses foi na alma e tudo de seguro que construí na rotina com Olivier desmoronou. Hoje estou insegura, com a sensação de algo pra fazer, em estado de alerta ao lado do berço a cada suspiro diferente e eu me pergunto, a maternidade será sempre assim?
Só uma mãe de carreira poderia me responder. Para algumas mulheres tudo parece tão leve, tão simples, ou serão só aparências? 
Uma coisa é certa, o amor só cresce, e com ela a preocupação, o medo, a insegurança....ai ai.

sábado, 5 de março de 2016

A estranha vontade de querer fazer o que não se queria.

Essa semana meu filho completa dois meses. Cada dia que passa ele fica mais lindo, e eu o amo mais. Mas como todos sabem um bebê demanda atenção em tempo exclusivo 24 horas por dia, mesmo.
Hoje é sábado e há um ano atrás eu estaria exatamente na mesma cadeira que estou apreciando uma tv, sem vontade de qualquer outra coisa, afazer doméstico ou de trabalho. O que eu estou fazendo agora? A mesma coisa. O que eu gostaria de estar fazendo? Cuidando do jardim ou lavando um banheiro. Qual a diferença? O querer e o poder.
Há um ano eu podia fazer o que quisesse e escolhia não fazer nada, hoje não posso fazer nada e quero fazer tudo. Veja bem, meu filho não tem culpa de nada e eu o desejei profundamente em minha vida, mas o dia a dia cuidando de um bebezinho por vezes estafa. Estafa o querer e não poder, estar à disposição e não conseguir começar nenhuma coisa que queira e poder terminar, estafa o não fazer nada.
Nossa cabeça é estranha mesmo, talvez se ele não estivesse aqui eu estaria novamente na mesma posição, mas a diferença é que esta noite eu dormi umas 4 horas e as outras 4 fiquei cuidando do bebê.
Eu sei que ser mãe é isso mesmo, estou ciente de que tudo passa, e penso cada dia é um novo dia. Olho pro meu gramado imenso na ânsia do meu bebê estar correndo enquanto eu capino um canteiro. 
Não quero que o tempo passe rápido pois sei que sentirei falta desse bebê lindo que está ao meu lado, mas não posso mentir e dizer que não estou ansiosa pelas próximas fases dele, e nossa, vamos lá, um passo de cada vez.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O Amor de Mãe

Algumas mulheres relatam que o momento do nascimento dos filhos é mágico e que assim que veem seus filhos o amor por eles é instantâneo. Comigo não aconteceu assim. Com certeza o momento do nascimento é mágico, indescritível e muito esperado porém os ser que foi gerado em seu útero é um estranho. Você nunca o viu, não sabe como é seu rosto sua personalidade.
Era engraçado olhar aquele bebê e pensar: nossa é meu filho!
Hoje Olivier está com 45 dias, e neste momento eu olho pra ele e digo: como eu amo!
Comigo o amor por ele foi sendo construído dia a dia e aumenta agora, que estou mais calma, mais tranquila, que passou o sufoco das primeiras semanas que no meu caso foram terríveis.
Nas duas primeiras semanas de vida dele não consegui pensar em nada, apenas me lamentava por não saber lidar com um bebê, por pensar que passarei praticamente um ano dentro de casa com ele, por ver o choro dele e ficar desesperada.
Hoje ele é outro bebê, passou um mês e meio mas parece um ano, eu também sou outra Mãe. Hoje consigo parar e adorar, amar, curtir esse alguém que não é mais estranho, agora somos íntimos. Percebo que está cada vez melhor, e que assim seguirá, cada vez mais divertido, com mais amor, com mais curtição. Como diz meu marido Mãe é Mãe e vaca é vaca, hoje sou todos os clichês possíveis e sei o que é O Amor de Mãe.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Primeiras Semanas com o Bebê - O tempo é o melhor remédio

Quando uma mulher fica grávida, quando pensa em ter filhos idealizamos uma realidade,  um dia a dia com bebê.  No meu caso sempre imaginei como seria educar uma criança, no caso sempre imaginei uma criança mesmo, quase nunca um bebê, como seria conversar e conviver com ela.  Por incrível que pareça a gente quando idealiza um filho imagina sempre as melhores coisas, nunca as ruins que acontecem no cotidiano,  também esquece das noites sem dormir, do choro inconsolável da cólica, da necessidade de colo quase que o tempo todo. Por mais que as pessoas tentem nos avisar nos negamos a ouvir e pensa que com a gente vai ser diferente.  Aí o bebê nasce, e ele tem cólica, chora, não sabe se comunicar, é pequeno e você fica exclusivamente as 24 horas do dia em função desta criaturinha tentando entender a atender suas necessidades. Logo na nas duas primeiras semanas você pensa que talvez não estivesse preparada para aquilo e o desespero toma conta da nova mamãe. Você se vê Exausta e sem saber o que fazer com o choro do bebê, o sono que lhe atormenta pelas noites sem dormir, a amamentação que parece que nunca vai dar certo. É aí que vem então a fase do Baby Blues, uma tristeza que assola muitas mamães nas primeiras semanas com o bebê,  um sentimento de incapacidade, de arrependimento, questionamento, será que eu deveria mesmo ter tido um filho? Eu sou péssima como Mãe!
Aí o tempo passa, os hormônios que bagunçavam o humor da Mamãe começam a desaparecer, o bebê chora menos, dorme mais a noite e o amor pelo bebê só aumenta. É  claro que para a mamãe os dias parecem não passar e a sensação de que você nunca mais terá tempo pra si mesma ainda existe, mas tudo passa, a esperança da nova mamãe em ter um dia a dia agradável e gostoso com seu filho,  de dormir uma noite inteira sem interrupções permanece e a faz ter forças e pensar que cada dia é um dia, e um atrás do outro a fará crescer, se tranquilizar e amar ser MÃE!